Pergunte à Brock Lesnar do que ele sentiu mais falta durante quase um ano afastado devido ao seu problema de saúde, e ele vem com uma resposta rápida.
"O pagamento".
O que se segue é um riso profundo, que provavelmente não se ouvia muito na casa de Lesnar após um problema que foi finalmente diagnosticado como diverticulite, colocou o homem mais perigoso do MMA em uma cama de hospital e ameaçou sua carreira. Mas uma vez se recuperando, ele voltou a sua a preparação para defender o cinturão dos pesos pesados, havia um novo Brock Lesnar na cidade.
"A qualquer momento isso poderia acabar e eu poderia estar servindo hambúrgueres ou fazendo qualquer outra coisa. Tudo pode acontecer a qualquer momento, e eu tento viver cada dia ao máximo. Este contratempo foi um obstáculo na minha vida e eu acho que Deus pensou que eu tinha que superar para me testar e certificar-se o que eu realmente queria na minha vida. Há desafios em sua vida que são postos diante de você, por motivos certos, e este foi um desses momentos".
Em janeiro, Lesnar fez sua primeira declaração pública desde o afastamento e anunciou que estava recuperado e pronto para voltar à ativa. Desde então, ele compara seu retorno ao funcionamento de uma locomotiva a vapor.
"Tem sido assim desde 5 de janeiro.Nós jogamos um pouco de carvão no fogo, vemos o motor sendo impulsionado aos poucos e, a cada semana, a locomotiva vai produzindo mais vapor e mais poder, e é isso o que realmente tem sido. Tudo vem junto, e eu já disse isso antes - o Brock Lesnar de agora aniquilaria o Brock Lesnar de um ano atrás. É louco, isso é. Eu tinha que ter um grande revés. Começamos do zero em janeiro, realmente construí a minha força e eu fui capaz de melhorar em um monte de coisas diferentes. Eu trouxe parceiros de treino diferentes e tenho um olhar diferente de alguns treinadores diferentes. Pegamos um pedaço de barro, e dissemos vamos moldá-lo novamente".
O impressionante é que o primeiro pedaço de barro venceu quatro de suas cinco lutas profissionais, conquistou o título dos pesados, vingou sua única derrota e basicamente demoliu todos em seu caminho. Mas Lesnar sabe que se você não está melhorando, você está um passo atrás dos outros, e mesmo sem mudar completamente sua equipe, ele mexeu em determinadas áreas, com adições importantes como o Hall da Fama e o homem que Lesnar bateu e capturou o título, Randy Couture, e o treinador de boxe Peter Welch.
"Analisei a minha situação. Como posso melhorar? Como posso evoluir? O que está estagnado na minha preparação e que coisas diferentes eu posso fazer? Eu treinei com Peter em Las Vegas há um tempo, Dana (White, presidente do UFC) me apresentou à ele e começamos a treinar, então eu o trouxe. Eu não tinha certeza se ia dar certo, não tinha certeza se as nossas personalidades iriam se dar bem, mas tudo ficou ótimo, temos uma ótima relação, e o mais importante, ele é um grande professor. Eu aprendi um monte de coisas boas dele e eu gostaria de ter trazido ele antes. Estou feliz com a decisão e foi muito bom".
A parte em pé de Lesnar tem sido um ponto fraco em seu jogo. Claro, ele tem o tipo de força explosiva, onde um toque de sua mão pode derrubar um adversário ou nocautear, mas ele está muito longe de onde ele gostaria. Adicione o fato de que alguns ajustes técnicos podem permitir-lhe evitar algumas bombas, e será interessante ver como Lesnar tem progredido no sábado à noite. Mas o homem mais ansioso para ver e testar o 'novo' Lesnar é o que estará de pé do outro lado do octógono na noite da luta, o campeão interino Shane Carwin. Lesnar já deixou seus sentimentos claros sobre esse cinturão interino, mas o que ele vê quando olha para o Rei de Colorado?
"Vejo apenas outro adversário. Eu não sou ameaçado por ninguém neste mundo inteiro. Ele nocauteou alguns lutadores fracos, ele é um cara grande, ele tem certa capacidade de luta, mas esta é a minha hora. Esta é a minha época e eu não vejo ele sendo o cara a tirar isso de mim".
Em outras palavras, se Brock está preocupado, isso é sobre o que ele fará para sair vitorioso, e não sobre o Carwin, ou sobre outros possíveis desafiantes como Cain Velasquez ou Junior 'Cigano' dos Santos. Na verdade, ele nem sequer assiste as lutas.
"Eu não presto atenção a nada. Eu não compro pay-per-views, eu não vou na internet. Eu vivo, como e respiro lutas, mas é tudo sobre mim. Eu não me importo sobre quem é quem no Ultimate Fighting".
E embora isso possa soar estranho para alguns, Lesnar precisa manter sua cabeça no lugar.
"É muito importante não ficar muito envolvido. É como um trabalho. É parte de sua vida, mas você tem que entender como separar os dois. Quando você vai trabalhar, você vai trabalhar, e quando você sai do escritório, você sai do escritório. Eu não Lou levar trabalho para casa".
Ele terá que trabalhar neste fim de semana, mas tudo bem, porque esta é uma ida ao escritório que ele está esperando fazer por um longo tempo. E para chegar a este ponto, que levou mais do que trabalho físico - foi necessário muita preparação mental também, uma matéria ao qual ele está confiante para sábado.
"Nestes seis meses desde janeiro, a cada semana eu defini metas e consegui cumpri-las. Algumas que não consegui, estive perto de realizá-las e nós mantivemos tudo em perspectiva. Isso é o que constrói a minha confiança - é saber e ter convicção no meu sistema de treinamento, meus treinadores e isso é um construtor de auto-estima. Trabalhar duro é um impulsionador de confiança. E saber e acreditar que você é o melhor em todo o mundo, e eu acredito nisso".
Brock está de volta.
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